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May 21, 2015

#Eu-Fui ! 1º Encontro de Leitores do Sertão Central

 






           Olá pessoal, hoje eu vim falar um pouquinho sobre a experiência que foi participar e ajudar na organização do 1º Encontro de Leitores do Sertão Central, que aconteceu neste sábado(16/05) na minha cidade, Quixadá-CE. O encontro foi idealizado pelo Elileudo Junior do blog Interessante de Ler :3 e a graduanda em letras pela FECLESC/UECE, Elizonara Gomes. 
 

            O encontro reuniu mais de 200 pessoas, digo leitores.  :3 Além dos autores e blogueiros convidados, que participaram de mesas redondas, onde os participantes puderam tirar duvidas, trocar experiências e conhecer o trabalho de cada autor que lá estivera, um pouco mais. 
            O evento foi iniciado com a  palestra: Como nascem os Leitores ? – Lara Albuquerque, que escreve no site do autor Jairo Sarfati. Logo após tivemos a mesa dos blogueiros que contou com a presença de : Neyla Ellen, Lara Albuquerque, Arusha Oliveira, Larissa Pinheiro  e Fernando Tabosa.
            O evento foi seguido pela Palestra: Jogando com o Trono: Entendendo Westeros e as tramas de Game of Thrones – Arusha Oliveira.
#sou  fã de GoT. :3
           Bom, a mesa dos autores foi composta por:   Jairo Sarfati, Fabíola Cangussu, Bruno Paulino, Jards Nobre, João Eudes Costa e Manoel Oliveira.
Após, houve uma palestra com o Bruno Paulino: Tinha um best seller no caminho: A saga Harry Potter e a formação de leitores.
       Gente! Agora vou falar de uma parte que todo mundo amou, os sorteios e os brindes, galera, a primeira sorteada foi eu, exatamente! Dei um pulo da cadeira! Eu ganhei o livro: A guerra dos Tronos ( As Crônicas de Gelo e Fogo)  e eu sou muito fã e não tinha nenhum livro da série. Pois é, sou leitora pobre! Hahaha!  Foram muitos sorteios de livros, kits, blusas, caneca, dentre outras coisas.  E até agora ainda está rolando sorteio, pois algumas encomendas chegaram depois do dia estabelecido para o encontro, quase todos ganharam nos sorteios, tinha cada livro perfeito!! Sem contar os boxes que foram doados para o evento. :3
Foi tudo perfeito, e já estamos pensando no próximo, que provavelmente acontecerá em maio de 2016!
#VAMOSTODOS :3 
 Alguns dos livros e itens que foram sorteados. 











May 15, 2015

Conto - A Promessa

      Olá, mil desculpas pelo tempo que passei sem postar! Eu estou de férias da faculdade, então viajei,houve alguns problemas também, fiquei sem internet no computador,e não confio de usar o celular para postar. Mas enfim sinto que estou voltando, e hoje to postando um conto meu. Espero que gostem e consigam sentir a mensagem. ^^
      Prometi que eu não choraria, nunca mais... Em minha vida, de alegria ou tristeza, de amor ou ódio, nem mesmo todo o meu rancor, que me dominava em quase todas as minhas decisões, que me dominou... Eram sete da manhã, eu havia chegado em casa para mais um dia de descanso, vi meu esposo no sofá, como o de costume, dormindo.
      Caminhei em passos rasos até o quarto, onde me debrucei sobre a cama, cansada mais uma vez de minha rotina idiota e meu casamento escravo. O sono me pegou de jeito e todos os meus pesadelos se fundiram. Vi meu esposo todos os dias partindo durante a madrugada, também o vi chegando, o cheiro de uísque em seu hálito quando eu ousava perguntar onde ele estivera.
-não é da sua conta mulher. - ele respondia sempre. Então tirava a camisa e eu via marcas de batom e unhas, até mesmo mordidas.
       Desde que descobri que sou estéril, nós não tínhamos momentos noturnos, eu não conseguia fazer absolutamente nada com ele. Porque eu estava casada se não iria poder ter uma família? Então assim tudo mudou, ele tinha suas noites com outras mulheres, mas continuava vivendo em minha casa. Um dia lembro bem, que ele me disse para nunca mais chorar, em uma tentativa de me fazer voltar a ter prazer e não mais me sentir inútil, por não poder mais sonhar.
      Eu concordei com aquilo sem sombra de dúvida, mas começou a doer. Todas aquelas noites quando eu percebia que a cama era inteiramente minha, doía, eu queria chorar mais que tudo, não mais pelo meu defeito, mas por todo o rancor que me dominava, fora justos três meses de dor, até que conheci alguém que esteve sempre comigo, pedindo para sair, mas minha ingenuidade nunca deixava. Passei a trancar o quarto sempre que o ouvia chegar, passei a cumprir a promessa que eu fizera. Eu não queria mais chorar, porque a dor me adormecera. Assim jazia o amor que um dia eu pensei sentir e então meu interior ganhava espaço.
       O rancor o apoiava. O rancor o apoiou. Acordei com o barulho dos pingos da chuva em minha janela, levantei da cama em um pulo e a fechei. Apressada fui até a sala verificar se as janelas já haviam sido fechadas, mas não, o estranho continuava no sofá, porém seus olhos estavam abertos.
 -não vai fechar as janelas?-ele me perguntou.
-porque você não fecha? Você está mais perto.
-este não é meu dever. -falou olhando para o teto, calmamente.
-seu dever é ir embora- murmurei, baixo demais para que ele entendesse.
-disse alguma coisa?
-não.
-então vá fechar essas malditas janelas. De certo modo, obedeci fechando as janelas.
-você vai continuar dormindo?
-sim. Algum problema? Prefiro dormir que ouvir seus soluços.
-não sou mais quem você pensa que sou. Há tempos você não escuta meus soluços, deve está confundindo-os com os gemidos das mulheres da madrugada. Você não escuta nunca os escutou, porque você não se importa.
-não comece a chorar aqui.
-nem passei perto disso. Eu te prometi que não iria mais chorar, você nunca se lembra de nada. Você é tão inútil.
       Ele se levantou do sofá, odioso.
-quem é inútil e defeituosa aqui é você!
       No mesmo instante um trovão ecoou na sala e a chuva caiu forte. -você não tornará a falar assim, nunca mais. Fui para a cozinha e o vi voltar para o sofá, abri a gaveta azul, onde eu guardava os utensílios cortantes. A faca de cabo preto ainda não havia sido usada, tive vontade de inaugura-la de imediato. Retirei toda a minha roupa. Segurei a faca em minhas mãos que estavam escondidas atrás de mim.
      Caminhei para o sofá, seus olhos me fitaram como antigamente, ele sorriu no canto dos lábios. Deixei a faca ao chão sem que ele pudesse notar que eu a carregara até ali. Enfim deitei sobre seu corpo.
-deveria ficar feliz, logo, logo, nunca mais ouvirá meus soluços.
-assim é como eu gosto.
- eu sei, eu também.- Busquei a faca no chão, então ela fez um agudo barulho quando arrastou no azulejo. Vi seus olhos se arregalarem, quando voltei a estar sentada, as mãos no alto segurando nosso utensílio mais novo.
-Eu estou cumprindo sua promessa, amor.
-não, por favor.
A faca penetrou e um pouco de sangue espirrou em minhas mãos. Solitária a partir de agora eu não sei se eu ficaria, mas todo aquele tempo já havia sido um bom estágio de solidão. Eu me senti feliz mais que nunca, eu havia prometido, eu havia cumprido. Ele nunca mais ouviria meus soluços, e eu nunca mais o veria no sofá.