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Jan 19, 2015

#Desafio – Um ano de Contos


Fiquei muito feliz quando eu soube desse desafio, eu adoro escrever e essa é uma grande oportunidade para mim de me relacionar com outros blogs e aprender mais sobre o mundo dos blogs literários e dos contos. ^^
O desafio foi criado pelos blogs  Conversas de Alcova e Academia Literária DF , os blogs inscritos devem enviar a cada mês um conto, que já têm temas definidos, estes serão julgados por cinco autores nacionais, a cada mês será eleito o melhor conto e no fim os 12 melhores serão uma coletânea que ficará disponível na plataforma Amazon. 
Segue a lista de participantes abaixo.
Sem Roteiros
Pandinando

Por um Livro na Vida

Boa sorte a todos os participantes *-*
 

Jan 17, 2015

Resenha – Extraordinário





Autora: R.J. Palacio
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Número de páginas: 320


Sinto saudades de ser um bebê e de não saber das coisas”






Confesso que o livro é totalmente diferente do que eu pensei.  Não é meu tipo de leitura favorita, na verdade nunca leio livros assim, mas desde que vi este livro pela primeira vez, eu fiquei com uma imensa vontade de ler e foi o que fiz.
August (Auggie) Pullman é um garoto de 10 anos que nasceu com uma síndrome genética, uma deformidade facial, devido isto o garoto já passou por uma serie de cirurgias e não frequentava a escola, estudava em casa e sua mãe era sua professora, mas através de uma conversa que escutou de seus pais, ele descobre que vai começar a frequentar a escola, sabemos que não é fácil ser novato, principalmente para alguém como Auggie, que comenta no livro que geralmente nos parquinhos algumas crianças olhavam para ele de forma estranha e comentavam também. Definitivamente sua vida mudaria muito.
Logo no inicio da leitura eu me entrosei bastante com o livro, a forma como ela é narrada por Auggie nos faz pensar que ele realmente está conversando ao nosso lado, os detalhes de sua vida e seu dia a dia, antes da escola. Consegui sentir as emoções do garoto, o que me fez pensar que isso poderia acontecer no meu meio de convivência.
Auggie nos passa bastante força, como se já estivesse acostumado com os olhares, mas algumas coisas ruins acontecem no decorrer do livro, nos fazendo ver que ele não é tão forte assim, alias ninguém é forte o suficiente para nunca se machucar com as palavras alheias sobre nós, ainda mais quando essas vêm de alguém que pensamos que é nosso amigo, como ocorreu com Auggie.  
Ao longo da estória podemos conhecer como algumas pessoas que se relacionam com Auggie o veem também, como sua irmã Via (Olivia), o namorado dela Justin, seu colega da escola Jack, sua amiga Summer, que também a conheceu na escola e ela é extremamente adorável, e uma amiga de sua irmã chamada Miranda, que apronta algumas coisinhas.
Isso me chamou atenção, o modo de narração vai mudando de acordo com as pessoas, a autora conserva seus próprios vocabulários, e as visões sobre o garoto mudam até pelo fato de eles terem idades e mentalidades diferentes, o que me fez pensar que eu estava numa roda de conversa com aqueles personagens.
O livro é realmente emocionante, não era o que eu esperava, mas superou minhas expectativas, o modo como o livro termina como mostra a evolução do protagonista, as partes do livro que mais gostei foram as narradas pelo Auggie.
Engraçado é que da metade para o fim do livro eu nem fiquei mais imaginando o rosto do garoto, ou algo do tipo. Foi como se eu houvesse me acostumado ou aceitado o Auggie do jeitinho que ele é, pois ele é extraordinariamente encantador. Em alguns momentos da leitura me deu raiva de alguns personagens pelo modo de como o preconceito é tratado no livro, não entedia como poderia existir isso entre crianças. E Auggie inocente ou para se sentir melhor, não sei, sempre dizia que eles não faziam por mal, eram crianças, não sabiam o que faziam.
O livro me abriu os olhos para algumas situações que podemos passar na nossa própria rotina, julgar pessoas sem as conhecer, não sou de fazer isso, mas o livro me fez acreditar mais ainda que todos nós somos iguais.